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Tamba-tajá
Há
milhares anos atrás, na
tribo Macuxi,
havia um guerreiro forte e corajoso que se apaixonou
por uma linda jovem de sua aldeia.
Ela lhe correspondeu tão
nobre sentimento e passadas
algumas luas, uniram-se em matrimônio.
Casal tão
apaixonado nunca mais existiu.
Passavam sussurrando juras de amor baixinho,
um para o outro. Mas eis que um dia, um estranho mal
se acometeu da indiazinha, tornando-a paralítica.
O índio Macuxi, para não separar-se de sua amada,
teceu uma tipóia e a carregava em suas costas.
Mas apesar de tantos cuidados e carinhos,
ela não resistiu
à enfermidade e morreu.
O guerreiro foi então
à floresta e cavou um buraco
à beira de um igarapé, enterrando-se junto
com sua adorada esposa, pois sua vida não
tinha
mais sentido sem ela.
Ao cair de algumas e chegando a grávida
Lua Cheia,
da sepultura brotou uma delicada planta, uma
espécie
desconhecida
para os mais entendidos índios Macuxis.
Era a
Tamba-tajá,
planta de folhas triangulares, de cor
verde,
trazendo em seu verso outra folha de tamanho reduzido,
onde visualizava-se um bordado de um desenho que parecia-se
com o desenho de um
órgão sexual feminino.
A união das duas folhas, representava o grande amor do casal
que nem mesmo a morte conseguiu separá-los.
Amazônia
costuma cultivar esta curiosa planta, atribuindo a ela poderes místicos
Se, por
exemplo, em uma determinada casa a planta crescer viçosa com
folhas exuberantes,
trazendo no seu verso a folha menor, é sinal que existe muito amor naquela
casa.
Mas se nas folhas grandes não existirem as pequeninas, não
há amor naquele lar.
Também se a planta apresenta mais de uma folhinha em seu
verso,
acredita-se então que existe infidelidade entre o casal.
De qualquer
modo, vale a pena cultivar em casa um pezinho de TAMBA-TAJÁ.

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