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=)ï(=
Normose=)ï(=
Durante muito tempo, rodei
sem saber como fazer-me feliz...
Por vezes, é tão simples....Por vezes...tão longe....
Na minha idade, o que assusta é a síndrome da depressão,
rotina entre quase todos os mortais...
Contar e relembrar momentos felizes é uma atitude conformista...
A FELICIDADE é a própria vida...Temos que viver felizes...
Nunca relembrar para fazer-se feliz....
Sou
irreverente...
Entretanto faço sempre onde me meto, o meu melhor...
Seria injusto dizer que não sou feliz com o site...
Mas...eu respiro liberdade....
Respiro uma desorganização organizada....
Respiro a espontaneidade desarticulada...
Aceito minha inquietude...
O
professor Hermógenes é meu ídolo...
Foi nele que busquei forças na doença do meu marido...
E este comentário da Martha procede integralmente...
Beth Nunes
Lendo uma entrevista do professor
Hermógenes, 86 anos,
considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por
ele que me
pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo
de
normose,
a doença de ser normal.
Todo mundo quer se encaixar num padrão.
Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.
O sujeito"normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido.
Quem não se "normaliza" acaba adoecendo.
A angústia de não ser o que os outros esperam
de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico
e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós?
Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando
tanto poder sobre nossas vidas?
Eles não existem.
Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você
seja assim ou assado.
Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha
"presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados.
Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos,
seja lá quem for todos.
Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A
normose
não é brincadeira.
Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e
a ânsia de querer o que não se precisa.
Você precisa de quantos pares de sapato?
Comparecer em quantas festas por mês?
Pesar quantos quilos até o verão chegar?
Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de
exigências fictícias.
Um pouco de auto-estima basta.
Pense nas pessoas que você mais admira:
não são as que seguem todas as regras
bovinamente,
e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria
e arcaram com
os riscos de viver uma vida a seu modo.
Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula,não patentearam, não passaram adiante.
O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.
É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou
crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover
obstáculos
mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e
sincera.
Por isso divulgo o alerta: a
normose
está doutrinando erradamente
muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais
autênticos e felizes.
Martha Medeiros (05.08.07-Jornal Zero Hora-P.Alegre- RS)

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