"Sejam  bem-vindos  ao  Nua  Idéia"
 

 

=)ï(= A VIRTUALIDADE =)ï(=

 

Cada vez mais penso sobre o descompromisso
         aparente da virtualidade.
         Não podemos acreditar que mesmo essa
         máquina poderosa anule nossas emoções
         e sentimentos.
        Não podemos acreditar que ao desligarmos os botões,
         tudo também se desliga em nós.
         É exatamente aqui que muitas vezes apoiamos,
         modificamos e moldamos comportamentos
         independentes da idade.
         Muitos negam a importância da virtualidade como
         uma enorme defesa.
        Como se negar , impedisse de sentir..
        E passam grande parte de seu tempo neste mundo.
        E é muitas vezes aqui que criamos vínculos
        que ultrapassam o toque.
        Vínculos de afinidade e respeito.
        Vínculos de companheirismo e solidariedade.
        Vínculos de carinho.
        É através da  palavra que externamos nossos sentimentos.
        Sendo assim , o que mais usamos na virtualidade
         é a palavra.
        Uma palavra que traduz a velocidade da vida diária.
        Que nos moderniza.
        Que retrata a nossa conduta no hipotético jogo da vida.
        A palavra é o registro  carregado de sentimentos.
        Ela é portanto, a própria vida.
        Através dela , externamos, criamos, recriamos
         e estabelecemos o nosso universo cultural.
        A palavra constrói nossos sonhos de forma
        ordenada e media os nossos mais loucos desejos .
        Ela faz com que nos transformemos em agente
        da expressão dos nossos anseios
        E por ser rica e vasta, permite uma gama de
        interpretações .
        Há que ser sempre acreditada a coerência
        dos interlocutores,visto que esses, aconchegaram-se
        na afinidade, no ponto comum ou aliança de objetivos .
        Acredito que sentimentos nobres independem de um
        mundo real.
        Eles estão dentro de nossos valores, crenças e
        comportamentos que manifestam-se em qualquer lugar
        que ocupemos.
        Não há como temer a virtualidade.
        Não há como temer o ser humano.
        Estaremos expostos sempre onde quer que estejamos.
        Que usemos portanto, a palavra para a perpetuação
        da esperança..
        Usemos a palavra na difusão do amor.
        Ele independe de um espaço geográfico.
        Habita e ilumina por si só.
        Só necessita da pureza de coração.
        Não de um mundo real porque na maioria das vezes,
        ele transcende  nos nossos sonhos, ocupando, portanto,
        o imaginário.

Beth Nunes

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