A dualidade da dor emocional se manifesta de maneira um
 tanto quanto extremista.
Não tenho competência técnica sobre o assunto..
Esboço uma análise como observadora e paciente ao mesmo tempo.
Quando nossa idade avança,percebemos que o tempo se esvai.
Que a "vida" é uma questão de sentido e opção.
Que a dor tanto física quanto emocional tende a colocar ou nos tirar do eixo.

 As pessoas apresentam diversidade de sentir a dor emocional
 e encará-la exatamente porque
cada ser humano é único com suas características.
Uns a sentem e embora não suportando, mascaram achando que logo logo
tudo estará resolvido.
Não defino como esperança ..
Defino como conformismo.
Sequer esboçam, exteriorizam ou dividem essa dor .
Alguns até como se esse sentir os tornassem inferiores e se acovardam quietos
esperando a tempestade que pode nunca passar.
Carregam essa dor como fardos ou como se fossem merecedores deste sofrimento
Cada vez fecham-se como se ninguém fosse capacitado de dar ajuda ou alento.
Outros de uma forma muito mais radicalizada, se expõem.
 Buscam amparo, ombro,conforto ou até mesmo opinião.
A prioridade não é se vão mostrar fraqueza ou julgamento .
Buscam uma visão fora do envolvimento que na maioria das vezes é benéfica.
Carece que ouçamos o que cada um tem a dizer para que não caia no achismo
ou haja intolerância daquele único que se expõe.
Reprimir a dor por medo de expor os sentimentos ou por não conseguir colocar para fora toda a angústia que está ali martelando sem parar, traz sofrimentos
e faz muito mal para a saúde e para o coração.
Acumular tende a um transbordamento e pode explodir de maneira
 e forma errada se tudo tivesse sido periodicamente conversado.
Esse transbordamento é natural como uma espécie de limite.
Mas a causa desse limite na maioria das vezes foi exatamente
pela culpa dessa acumulação, conivência ou silêncio.
O que temos de livre é o pensamento e jamais poderemos adivinhar o que faz bem ou incomoda se não houver o diálogo.
A palavra existe porque os "sinais" foram sempre insuficientes.
A terminologia é acertada: SINAIS.
Se bem que precisamos de tempo, paciência e tolerância para não ferirmos
a outros ou a nós mesmos..
Colocamos no outro toda responsabilidade da resolução, frustração
ou incapacidade de estar feliz.
Quando não falamos diretamente  damos ao problema um valor muito maior
do que ele pode ter e quando ouvimos ou até mesmo no momento que expomos, percebemos que exageramos.
Sigo um ditado que considero pródigo: O que a boca fala, os ouvidos registram...
Todas as vezes que exponho minhas mágoas parece que as arranco
Por isso,meu temperamento explosivo é pouco compreendido.
Quando me omito, tudo perdeu o valor e não há como retroceder.
Compreendo também que é muito pessoal a forma como cada um reage e
é vinculado ao temperamento: o tímido, o inseguro, o extrovertido,
 o brincalhão, o falante, o quieto ou o observador.
Entretanto, a intensidade do que damos à nossa vida somos sempre nós
 mesmos que direcionamos.
Rejeito a frase, somos seres IMPERFEITOS.
Aqui estamos para aperfeiçoamento e resgate.
As pessoas nos servem de amparo sempre mas nunca de solução.
Criar expectativas de que nos livrarão do sofrimento pode trazer uma mágoa maior.
A terapia muitas vezes é mais ineficaz do que uma conversa franca..
Ela pode nos dar suporte para o ato .
Mas não será nunca a substituição embora possa ser o conhecimento.
Antigamente eu brincava na escola que ao invés de um profissional,
eu cobrava baratinho: uma cerveja num barzinho..
Não menosprezando a competência do profissional e sim contra o modismo da época.
Ninguém vai para um barzinho sem que esteja acompanhado de alguém de sua confiança. Quando isso não acontece, somatizamos.
Aparecem as dores no peito, fadiga, tontura, dor de cabeça, inchaço, dor nas costas,
falta de ar, insônia, dor abdominal e torpor.
Por outro lado, no nosso mundo corrido, dificilmente encontramos pessoas com disponibilidade ou abnegadas a ouvir nossos
problemas que aos olhos dos outros podem parecer simples.
E nessas horas não adianta trazer soluções prontas: hidroginástica, aulas de dança,
cursos ou caminhadas.
Talvez a solução seja nos fazer pensar o que realmente desejamos de nossas vidas .
Como dar a sacudidela sem o que a pessoa acha correto,o receitado?
Nem tudo é encaixado para todos.
Mas o ouvir, sempre.
Numa relação, quer seja em qualquer âmbito, a reciprocidade, a transparência e a confiabilidade é fundamental.
O mundo não foi feito para o isolamento ou para decisões particulares
sem aconselhamento ou discordância.
Numa visão popular isso nos tem sido mostrado fervorosamente através da relação de lealdade e fidelidade Dizer ao outro o que se pensa de terceiros é covardia.
Deveríamos exercitar a análise não apenas da superficialidade.
Os chats deveriam ser verdadeiros divãs porque ali na maioria das vezes
 é paraíso de desamparados e carentes.
Não o frequentava apenas por alegria.
Tentava buscar ajuda e proporcionar.
A alegria é apenas uma consequência se detecto solidão.
Disso tudo, vem o medo de uma doença que chega silenciosa e infiltra-se por tempo longo fazendo um verdadeiro estrago: a depressão.
Entretanto temos que estar preparados para as grandes decepções.
E elas só acontecem com amigos, porque o inimigo já é nosso conhecido.
Beth Nunes


Obs: Alguns pedidos em ATUALIZAÇÕES
 


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