 
    

Perder-se de si mesma...
Atendendo a um pedido especial embora não me sinta qualificada para desenvolver
esse assunto, coincidentemente tenho me emocionado muito aqui em Maricá ao
perceber o cuidado de uma família com um portador da doença de Alzheimer (DA).
Há muito observo os 3 molinetes (do portador e dois filhos)
lado a lado numa presença
constante de: "Estamos aqui com você, pai!"
As pessoas,falo por experiência própria,tem maior atenção com crianças do que
com os idosos.Entretanto, esquecemos que a lei natural da vida nos leva ao mesmo
caminho:
o princípio, o meio e o fim.
Cada um de nós, de uma forma ou de outra
apresentará doenças típicas do envelhecimento.
Ter consciência de que o tempo de vida de quem amamos está esvaindo-se dói,
incomoda e torna-nos impotentes.
É fundamental recuperar forças e cuidar carinhosamente transmitindo segurança e
esperança ao paciente, ainda que muitas vezes seu coração esteja esfacelado..
A Doença de Alzheimer (DA) ou simplesmente Alzheimer é uma doença degenerativa
atualmente incurável mas que possui tratamento para o retardamento do processo..
Atinge 1% dos idosos entre 65 e 70 anos mas sua prevalência aumenta com os
anos sendo de 6% aos 70, 30% aos 80 anos e mais de 60% depois dos 90 anos.
O Mal de Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das
funções intelectuais, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e
interferindo no comportamento e na personalidade. De início, o paciente começa a
perder sua memória mais recente. Pode até lembrar com precisão acontecimentos de
anos atrás, mas esquecer
que acabou de realizar uma refeição.
Com a evolução do quadro, a doença causa grande impacto no cotidiano da pessoa e
afeta a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem.
A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para
rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.
Cuidar de um paciente DA requer principalmente amor e solidariedade não só da
família mas tambám de amigos.
Uma frase proferida por uma vítima de Doença de Alzheimer, dizia:
“perdi-me de mim mesma”.
A frase é curta mas bastante elucidativa do que essa paciente sentia
relativamente a si própria, provavelmente proferida num momento de lucidez, no
decurso da sua doença.
Na verdade, o Doente de Alzheimer vai progressivamente se distanciando de
si próprio, dos seus familiares, dos seus amigos, do mundo que o rodeia.
À medida que essa distância aumenta, é sinal de que “as luzes” do seu cérebro
vão se tornando cada vez mais tênues, até se apagarem, umas a seguir às outras.
Ao longo deste processo o doente sofre muito sobretudo porque, inicialmente, tem
plena consciência de que algo de estranho está a passar consigo, dado que
não funciona da mesma maneira que funcionava antes. Os esquecimentos, as falhas
de memória, o “fazer coisas erradas”, são situações que passam de ocasionais a
frequentes. Tudo se vai complicando. E, por mais estranho que pareça, aos olhos
do doente os outros não o compreendem. Frequentemente a família zanga-se com as
“patetices” que o doente faz; os comportamentos chegam a ser bizarros e não há
familiar, por mais compreensivo que seja, que consiga manter a calma e reagir de
forma sempre adequada
Por vezes os papéis na família têm de ser reestruturados e frequentemente aquele
que cuidava e orientava passa a ser cuidado e dependente dos outros
Posteriormente o doente não mais sofre por perder totalmente
a lucidez, a dor maior passa para a família.
A causa ainda é desconhecida; sabe-se que independe
de raça ou sexo, não é infecciosa e nem transmissível.
As pessoas cujos pais desenvolveram o Mal de Alzheimer têm risco discretamente
maior de ter esta condição, o que pode explicar a idéia de herança familiar.
Uma alimentação rica em azeite de oliva, nozes, peixes e algumas frutas e
vegetais pode proteger contra o Alzheimer
O importante
é o atendimento adequado,
além de afeto, carinho e atenção.
Os familiares deverão, preferencialmente, revezar-se,
a fim de diminuir a tensão e o estresse decorrentes dos
constantes cuidados, lembrando-se de que também merecem e
precisam de cuidados.
A força vem da fé na decisão maior
na certeza de que nunca estamos desamparados.
Beth Hanriot
Fonte de pesquisa: Internet

Livro de visitas
Registre
o pouso
 

nuaideia@nuaideia.com
http://www.nuaideia.com
Domínio: Beth Nunes
Copyright 2007-2012©
Direitos Reservados®
Web
Master
corcel negro®
|