À medida que envelhecemos vamos adquirindo novas visões
sobre a própria vida.
Não denomino sabedoria porque essa qualificação depende
 muito mais de caráter do que de idade.
A comodidade nos aprisiona em nós mesmos e a preguiça de trilhar
o desconhecido faz com que nos fechemos
De repente começamos a perceber o simples...
O quanto dificultávamos momentos solucionáveis rapidamente.
Sentimos a vida esvaindo-se e nos questionamos se vivemos sem
os grilhões desnecessários.
Deparamo-nos com a sua brevidade e com a incerteza do que nos resta.
Há pouco tempo tive refletido como havia estagnado, deixando apenas
o tempo passar, desculpando-me com a impossibilidade
da ligeireza da juventude.
Carregava um peso e não conseguia desatar os nós.
Achei que não poderia cruzar a porta
e tinha me mantido de braços cruzados.
Já tinha passado a hora de investir no essencial : em MIM.
Meu prazo venceria sem que eu fosse avisada então era hora de não mais
me aprisionar num passado ou num mundo de sonhos..
É tempo de viver.
Renovar a caminhada com um pouco de ousadia ou mesmo loucura.
Sem pressa mas intensamente.
Nossa memória pode ser cenário de lembranças
mas nunca trajetória de vida .
Tentar usar a liberdade de ousar com coragem de superação
na conscientização
de que velhice não coaduna com inutilidade embora
apareçam parcelas de limitações.
Mostrar a alegria que ainda existe na alma diante do "Eu posso"...
A infelicidade é plantada pela nossa permissão ou insegurança.
Ser vítima social é cômodo.
Vivemos mostrando o que poderíamos ter feito e não
valorizamos o que ainda podemos fazer..
Não nos propomos a realizar o sonho.
Vivemos dando voltas, deixamos o tempo passar
indevidamente.
Que a vida abra asas sobre mim.
E que essas asas me conduzam ao infinito..

Beth Nunes


 



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